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Laudo cautelar: vistoria ou consulta pela placa, e quando fazer cada uma

Laudo cautelar é o nome que o mercado dá a duas conferências diferentes, feitas antes de comprar um usado: a vistoria, em que um técnico examina o carro, e a consulta do histórico pela placa, nas bases. Uma não substitui a outra: a consulta mostra o que foi registrado, a vistoria mostra o estado do carro hoje, e a ordem que economiza é consultar primeiro.

Duas coisas com o mesmo nome

Nas empresas de vistoria, laudo cautelar é a inspeção física. Um técnico confere a numeração do chassi e do motor, as etiquetas e a gravação dos vidros, e examina a estrutura e a pintura atrás de solda, repintura e peça trocada. Ela é particular e opcional: quem contrata é o comprador, ou o vendedor que quer mostrar o carro.

Em sites de consulta, o mesmo nome aparece para a conferência do histórico pela placa, nas bases de registro, de leilão, de seguradoras e de restrições. Ninguém olha o carro: o que se examina é o que ficou anotado sobre ele. A nossa Veicular Cautelar é deste segundo tipo.

Nenhuma das duas é a vistoria da transferência

Nos estados que a exigem, a transferência passa por uma vistoria própria, feita no Detran ou numa empresa credenciada por ele. Ela confere a identificação do veículo e os itens obrigatórios para o Detran pôr o carro no nome do comprador: serve ao registro, e não à decisão de compra.

E nenhuma vistoria avalia a mecânica. Se o motor e o câmbio estão bons é pergunta para um mecânico, numa terceira conferência, que vale para qualquer usado.

O que cada uma encontra

A consulta encontra o passado que ficou registrado, e que um bom conserto esconde do olho: a passagem por leilão, com a classificação do lote quando a base informa, a indenização do seguro e a perda total, acidentes com o tipo de dano, roubo e furto, financiamento ativo, restrição judicial, débitos e multas, e o uso como frota de locadora ou táxi.

A vistoria encontra o que nunca foi registrado e só aparece no carro: a batida consertada sem seguro, a solda na longarina, a repintura, a numeração remarcada. Um carro de leilão bem recuperado pode passar pelo olho, e uma batida sem registro passa por qualquer consulta; é por isso que as duas se completam.

A ordem que economiza

Consulte primeiro. Basta a placa, sai em minutos e não depende de o vendedor levar o carro a lugar nenhum. Se aparecer leilão, perda total, roubo ou financiamento ativo, a decisão muda antes de qualquer visita, e a vistoria que não precisou ser feita já pagou a consulta.

Com a consulta limpa, a vistoria confere o carro que está na sua frente. E se a empresa de vistoria incluir no laudo dela uma pesquisa nas bases, pergunte quais bases entram: nada consta vale para a base consultada, e uma base de leilão não responde pelas outras.

Consulte a placa antes de marcar a vistoria: o laudo mostra leilão, sinistro e perda total, roubo e furto, gravame, restrição judicial e débitos. A Máxima soma mais bases de leilão e as fotos do pátio.

Gravame, check list de 19 itens e o score do lote em leilão.

Perguntas frequentes

A Veicular Cautelar é uma vistoria?

Não. É a consulta do histórico nas bases, feita pela placa, sem ninguém examinar o carro. Ela responde o que está registrado; para o estado físico, a vistoria continua sendo o caminho.

Laudo cautelar é obrigatório?

Não. A vistoria cautelar e a consulta pela placa são conferências de quem vai comprar. A obrigatória é a vistoria da transferência, nos estados que a exigem, e ela serve ao registro, não à decisão de compra.

Laudo cautelar aprovado garante que o carro não foi de leilão?

Depende do que o laudo consultou. A vistoria física não enxerga o registro do leilão, e um carro bem recuperado pode não mostrar marca nenhuma; se o laudo incluiu bases, ele responde só por elas. A consulta pela placa mostra a passagem registrada, com a classificação do lote quando a base informa.

Em qual pacote isso vem?

A Veicular Cautelar traz o histórico que decide uma compra: leilão, sinistro e perda total, acidentes com o tipo de dano, roubo e furto, gravame, restrição judicial, débitos e multas, e o valor na tabela FIPE. A Máxima soma mais bases de leilão, as fotos do pátio e o histórico de todos os donos.