Guia
Como saber se o carro foi batido, e o que é média monta
A batida que gerou registro aparece na consulta pela placa: o acidente, a classificação do dano quando a base informa e, se o carro foi consertado de um dano sério, o certificado que o liberou para voltar a rodar. Batida resolvida sem registro não aparece em base nenhuma, e por isso a consulta abre a conferência, mas não a fecha.
Pequena, média e grande monta
Quando um acidente é registrado, a autoridade de trânsito classifica o dano do veículo em três graus. Pequena monta é o dano que não compromete a estrutura nem os itens de segurança: o carro é consertado e segue como estava, sem anotação no registro.
Média monta é o dano que atinge a estrutura ou um item de segurança e ainda tem conserto. O carro só volta a circular depois de reparado e aprovado numa inspeção de segurança, feita por instituição credenciada pelo Inmetro, que emite o Certificado de Segurança Veicular, o CSV. Grande monta é o dano sem conserto: o registro do veículo é baixado, e ele não volta à rua.
O rastro que o conserto deixa
O carro de média monta que voltou a rodar tem o certificado no registro, e é por isso que ele aparece na consulta anos depois da batida. O certificado não é defeito: ele prova que o conserto passou por inspeção. O que ele diz a quem compra é que aquele carro teve dano estrutural, e isso pesa no preço, no seguro e na revenda.
Uma ressalva: o mesmo certificado é emitido quando o carro recebe uma modificação, como a instalação de kit gás. Ter o certificado não prova a batida; prova que vale perguntar o motivo.
Acidente registrado, e o peso de cada registro
Além do registro de trânsito, bases de seguradoras e de vistoria guardam acidentes, danos e remoções por guincho, muitas vezes com o tipo de dano. A Cautelar consulta essas bases, junto com indenização integral, venda como salvado e transferência para seguradora, que são os sinais de perda total.
O laudo não trata esses registros como iguais. Acidente com dano de média ou grande monta, perda total e salvado saem como IMPEDITIVO; colisão sem o tipo de dano informado sai como CONSTA, com o registro inteiro à vista. Medimos isso em consultas reais: uma colisão sem tipo de dano pode ter sido um para-choque ou uma longarina, e tratar as duas do mesmo jeito faria alguém recusar um carro bom ou aceitar um ruim.
O que nenhuma consulta vê
Batida resolvida entre as partes, consertada em oficina sem acionar seguro e sem registro de trânsito, não deixa rastro em base nenhuma. Nenhuma consulta pela placa encontra o que nunca foi registrado, e quem promete o contrário está vendendo uma certeza que não tem.
Por isso a consulta é o primeiro passo, e a vistoria é o segundo: um mecânico ou uma vistoria cautelar olha a estrutura, a pintura e as soldas, que é onde a batida sem registro aparece. A consulta diz o que foi registrado; a vistoria diz o estado do carro hoje.
Consulte a placa e veja no laudo os acidentes e danos registrados, com a classificação quando a base informa, a passagem por leilão e o certificado de segurança. A Máxima soma mais bases de leilão e as fotos do pátio.
Perguntas frequentes
Carro de média monta pode circular?
Pode, depois de consertado e aprovado na inspeção de segurança, que emite o Certificado de Segurança Veicular. Sem o certificado, ele não volta a circular.
Carro de grande monta pode voltar a rodar?
Não. O dano de grande monta é tratado como sem conserto, e o registro do veículo é baixado. Um carro assim à venda como se estivesse regular é sinal de problema sério.
Dá para saber pela placa se o carro foi batido?
Dá para saber o que foi registrado: o acidente, a classificação do dano quando a base informa, a perda total e o certificado do conserto. Batida sem registro não aparece, e é para ela que existe a vistoria.
Em qual pacote isso vem?
O indício de sinistro e perda total e o certificado de segurança vêm na Veicular Essencial. Os acidentes com o tipo de dano e a passagem por leilão entram na Cautelar, e a Máxima soma mais bases de leilão e as fotos do pátio.